sábado, 29 de novembro de 2008


Chamo o teu nome.
Uma sílaba opaca que ecoa grave e sem retorno.
Não me peça para entender,
não me diga pra não chorar,
não me mande flores murchas e sem cor numa manhã de setembro.
não quebre as minhas estátuas de sal,
não risque minha parede de granito,
não quero ver os teus olhos que me corrompe.
Não me confunda nem me aprisione com o seu discurso
joguei fora o meu sorriso junto com as minhas tralhas,
guardei meus sonhos numa gaveta imaginária,
Perdi a memória.
tranquei-me dentro de mim,
joguei a chave fora.

Fabiana wazowski

sexta-feira, 28 de novembro de 2008



Sentir,ser,saber....
vagamente transfigurando-se
A única forma de ver tudo
da maneira que pensamos
Ando a procurar seus olhos na linha do horizonte.


Fabiana Wazowski

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Post-it

Vou chorar pitangas para mamar no seio da impossibilidade.


Fabiana Wazowski.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Todo o meu ânimo está aqui
Jogado,grátis,inconsciente.
Minha angústia,obscura,
Pela linguagem desatinada.
Saio cambaleante e ansioso,
Ganhar o mundo é perde-se a si próprio.
Eis o testemunho do meu transe:
Despedaçado.
Fabiana Wazowski

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


As ruas desertas agravam
a melancolia da noite
A incerteza dos segundos
a efemeridade das paixões
as lágrimas,os vícios
as perdas.

Fabiana Wazowski
Como quem procura no espelho
uma clara multidão
Personificada no eu sozinho.

Fabiana Wazowski

domingo, 23 de novembro de 2008

Não me procure
não me aborreça
não apareça
não creia em mim
não me perdoe
não me corrompa
não me interrompa
não quero sentir
não me tenha
não me chame
não me anime
não me ame
não estou aqui
sai ontem e não sei quando volto.

Fabiana Wazowski
Sou assim
tudo em mim é mil
sou assim
passos largos
olhar difuso
sempre tanto quanto
saio de mim
e volto e vou e volto...