Chamo o teu nome.
Uma sílaba opaca que ecoa grave e sem retorno.
Não me peça para entender,
não me diga pra não chorar,
não me mande flores murchas e sem cor numa manhã de setembro.
não quebre as minhas estátuas de sal,
não risque minha parede de granito,
não quero ver os teus olhos que me corrompe.
Não me confunda nem me aprisione com o seu discurso
joguei fora o meu sorriso junto com as minhas tralhas,
guardei meus sonhos numa gaveta imaginária,
Perdi a memória.
tranquei-me dentro de mim,
joguei a chave fora.
Fabiana wazowski